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Sunday, November 23, 2014

Music From My Collection / Músicas da minha coleção

Last week, a friend from the local community radio station asked me to host his show in his place. As I have told here before, I present a program about vipassana meditation on Sunday mornings. But his program airs on Mondays, at peak hour, and it is only about music. Music from his personal collection. And because it is drive time, the program also offers information about traffic, news and weather every half-hour.

Well, he asked me to host the show for him because he had other commitments, but he said I should play music from MY OWN collection.

What? Two hours to fill with songs I like? Deal! Nothing would give me more pleasure and pride as he trusted me to do this favor.

But actually, it was a battle to choose the songs after I realized that two hours were not enough to play all 47 tracks that I had pre-selected! As I was making the script of the program, I took Frank Sinatra, Diana Krall, Zizi Possi out of the playlist... but still, I had twenty-three tracks of my favorite songs and it fitted in 120 minutes.


Here, a sample of how it went:
 
 


It was a delight to play in just one show so many cool songs I hadn't listened for ages, and despite a small technical problem during the show - which served to raise the level of adrenaline in the studio! - I had great fun! :-)
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Na semana passada, um colega da rádio comunitária local me pediu pra apresentar o programa no lugar dele. Como já contei aqui, apresento um programa sobre meditação nas manhãs de domingo. Mas, o programa dele vai ao ar às segundas-feiras, hora de pico, e é somente sobre música. Música da coleção pessoal dele. E, por causa do horário, o programa também oferece informações sobre o trânsito, notícias e previsão do tempo a cada meia-hora.

Pois bem, ele me pediu pra apresentar o programa no lugar dele porque tinha outros compromissos, mas disse que eu deveria tocar músicas da MINHA PRÓPRIA coleção.

O quê? Duas horas pra preencher com músicas que eu gosto? Claro que topei! Nada me daria mais prazer e orgulho já que ele demonstrou confiança ao me pedir esse favor.

Mas, na verdade, foi uma batalha pra escolher as músicas depois que me dei conta de que duas horas não eram suficientes pra tocar todas as 47 faixas que eu havia pré-selecionado! Enquanto montava o script do programa, fui tirando da lista Frank Sinatra, Diana Krall, Zizi Possi... mas, ainda assim, fiquei com vinte e três faixas das minhas músicas favoritas e que couberam em 120 minutos.

Foi uma delícia tocar em um só programa tanta música legal que fazia tempos eu não ouvia e, apesar de um pequeno problema técnico durante o show - que serviu pra aumentar o nível de adrenalina dentro do estúdio! - me diverti à beça! :-)

PS: clique no vídeo acima pra ter uma amostra de como foi.

Saturday, October 18, 2014

Cappucino in a tea cup. / Cappucino na xícara de chá.

I love cappucino! Although I'm not a coffee lover, I do like a cup of cappucino from time to time. Today, I woke up in the mood and prepared a cup of decaf cappucino for me. To 'celebrate' it (the cappucino!), I drank it in one of the tea cups of the set that my friend gave me some time ago.

That friend, Sue, is a naughty one because if I show interest in almost anything she has, she ends up giving it to me! For example, that tea set, she made it herself ​​and was selling it. I thought of buying it, but I was still unemployed at the time, so I decided I shouldn't spend the money on that. Later, she wrapped it for present and sent her husband to deliver it the next day!

Sue was a teacher in ceramics for many years and worked on a project that aimed the development of pieces that recalled the original state of clay: soft and flexible. So she created the tea set in the photo. The pieces seem to be melting. To me, it actually resembles a cartoon hurricane! hehehe

I loved the design and I consider myself a 'trustee' of this beautiful work of art.

Thank you, Sue! :-)
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Adoro cappucino! Apesar de não ser bebedora de café, gosto de um cappucino de vez em quando. Hoje, acordei com vontade e preparei uma xícara de capuccino descafeinado pra mim. Pra 'comemorar' (o cappucino!), usei a xícara do jogo (de chá) que minha amiga me deu há algum tempo.

Essa amiga, Sue, é terrível porque se eu mostrar interesse por quase qualquer coisa que ela tem, ela acaba me dando aquilo de presente! Por exemplo, esse jogo de xícaras que ela mesma fez e estava vendendo. Eu pensei em comprar, mas como ainda estava desempregada na época, resolvi que não devia gastar o dinheiro. Então, mais tarde, ela embrulhou pra presente e mandou o marido entregar no dia seguinte!

Sue foi professora de arte em cerâmica por muitos anos e trabalhou num projeto que visava a criação de peças que lembrassem o estado original da argila: maleável e flexível. Então, ela criou o jogo de chá da foto. As peças parecem estar derretendo. Pra mim, na verdade, lembram um furacão de desenho animado! hehehe

Adorei o design e me considero a 'fiel depositária' desse bonito trabalho de arte.

Obrigada, Sue! :-)

Friday, August 29, 2014

Dia Internacional do Gabriel / International Day of Gabriel

Estou sentindo solta pelo ar
Uma energia que quer me dominar
É uma coisa boa que vem na minha direção
Que me contagia e até dispara o coração

Eu acho que já sei de onde vem
Essa força que me deixa assim
Está bem em frente a mim
É uma vibração, é tanta emoção
Que o corpo quer se agitar

Prepare-se: você fará uma viagem incrível...
Quando eu terminar de contar

Atenção para a contagem regressiva: 5, 4, 3, 2, 1

Vamo pulá, vamo pulá, vamo pulá, vamo pulá
Vamo pulá, vamo pulá, vamo pulá, vamo pulá
Vamo pulá, vamo pulá, vamo pulá, vamo pulá
Vamo pulá, vamo pulá, vamo pulá, vamo pulá

Só quem consegue sentir essa magia
Transforma qualquer lugar em alegria
E quando você pula, pula até suar
E não se cansa é pura adrenalina no ar

Vamo pulá, vamo pulá, vamo pulá, vamo pulá
Vamo pulá, vamo pulá, vamo pulá, vamo pulá
Vamo pulá, vamo pulá, vamo pulá, vamo pulá
Vamo pulá, vamo pulá, vamo pulá, vamo pulá

Música Vamo Pulá, Sandy & Júnior (1999)
Vamo Pulá (2002) 

Essa era a música favorita do 'meu amor' quando ele era pequenininho! A gente se divertia cantando e dançando...hehe... pulando! Hoje em dia, nem sei o que que anda 'bombando' nas baladas dele, mas, tenho certeza que ele deve dançar coladinho com a namorada.

A vida nos colocou quilômetros distante um do outro, mas, meu coração sempre será seu, Gabriel.

Dia 30 de agosto é o Dia Internacional do Gabriel. Feliz Aniversário, meu amor! :-D
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Song Vamo Pulá (Let's Jump), Sandy & Júnior (1999)
Vamo Pulá (2002) 

That was the favorite song of 'my love' when he was little! We had so much fun singing and dancing ... hehe ... jumping! Nowadays, I don't know what's hot in his club, but I'm sure he must dance it with his girlfriend.

Life has put us miles apart from each other, but my heart will always be yours, Gabriel.

August 30 is the International Day of Gabriel. Happy birthday, my love! :-D

Saturday, August 9, 2014

Paz interior / Inner peace.

Grande parte da minha vida eu passei com um sentimento que, vez por outra, aparecia na superfície e me dizia que eu não estava me empenhando o suficiente na vida.

Eu sempre fui uma pessoa bastante ativa e muito responsável. Desde pequena, obedecia à minha mãe e cumpria todas as minhas tarefas: ir à escola, arrumar minha cama, manter meus brinquedos e livros em ordem etc, além do dever de casa. E ainda arrumava tempo de sobra pra brincar, pintar e bordar. Quando minha mãe voltou à força de trabalho, assumi a responsabilidade pela casa no período da tarde, depois da escola. Aos 9 anos, cozinhava, limpava e cuidava do meu irmão menor.

Arrumei o primeiro emprego aos 15 anos de idade. Trabalhava o dia todo e estudava no período noturno. Me formei no segundo grau técnico com emprego na área já firmado; depois, estudei línguas e, quando me casei, aos vinte e dois anos, já falava inglês e alemão. Terminei a faculdade e fui enviada à Alemanha pra um treinamento de especialização pela empresa onde trabalhava.

Mesmo depois de muitos anos de trabalho, empilhando qualificações adicionais à minha profissão, várias promoções e 'sobrevivendo' a diversos chefes que não sobreviveram às mudanças que toda empresa passa, de tempos em tempos, aquela sensação de incapacidade teimava em me assombrar.

Tinha minha independência financeira, casa própria, carro, celular e uma vida social saudável. E até um ou outro 'amigo' que cedo ou tarde iria se revelar invejoso da vida que eu levava.

Naquele ponto da minha vida, já tinha maturidade o suficiente pra decidir que era hora de investigar melhor o que era aquele aperto no estômago que me dava quando escutava alguém dizer 'meus planos para os próximos 5 anos são...' ou 'é preciso mudar de emprego a cada quatro anos pra não estagnar' ou 'o mercado imobiliário está em alta, vou investir em imóveis' ou 'estou aumentando meu network'.

Para justificar minha inabilidade de planejar e traçar meu futuro como essas pessoas, eu costumava dizer que 'eu aceitava as oportunidades que a vida me dava'. Mas, esse argumento não soava como suficiente, nem pra mim mesma!...

O 'aperto no estômago' que sentia era o sintoma físico causado pelo pensamento de incapacidade de ser bem sucedida na vida como todo mundo que eu conhecia. Investigando minhas emoções e atitudes, comigo mesma e com a ajuda de uma terapeuta, aprendi que eu era sim muito capaz (até de despertar inveja nos outros!) e que havia conquistado muitas coisas, materiais e não-materiais, e que se não eram as mesmas coisas que meus amigos e colegas de trabalho tinham era porque nossas prioridades eram diferentes, afinal éramos pessoas diferentes!

Anos mais tarde, depois de viver diversas realidades e situações que enriqueceram muito minha visão das coisas e da vida, me sinto, finalmente, em paz com minha atitude de tomar decisões de acordo com as oportunidades que a vida me dá! Claro que almejo algumas coisas e faço planos básicos para alcançá-las, mas, recebo bem qualquer alteração ou plano B que se apresente necessário no meio do caminho.

Buda costumava lembrar a todos que 'desejo é uma coisa perigosa e que pode trazer muita insatisfação e frustração'. Quando ouvi esse ensinamento pela primeira vez, pensei 'taí, eu não desejo muito da vida, por isso nunca fui muito de planejar o futuro' e, provavelmente, exatamente por causa disso lido bem com os problemas que aparecem, sem cair numa frustração profunda. :-)

... continua...


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Much of my life I spent with a feeling that, occasionally, would appear on the surface and tell me that I wasn't putting enough effort in my life.

I've always been a very active and very responsible person. Since childhood, I was obedient to my mother and used to fulfil all my tasks: go to school, make my bed, keep my toys and books in order etc, besides homework. And even managed to make ​​time to play and enjoy myself. When my mother returned to the workforce, I took responsibility over the house in the afternoons, after school. At age of nine, I used to cook, clean-up and look after my younger brother.

I got my first job when I was 15 years old. I used to work all day and study at night. I graduated from Technical High School already employed in that industry; later studied languages​​, and by the time I got married, at twenty-two, I already spoke English and German. I finished college and was sent to Germany for training specialization by the company where worked at the time.

Even after many years of work, collecting additional professional qualifications, getting a number of promotions and 'surviving' many bosses who didn't survive the changes that every company goes through, from time to time, that feeling of incapacity stubbornly haunted me.
 
I already had my financial independence, a house, a car and a quite healthy social life. And even one or two  'friends' that eventually would prove envious of the life I led.

At that point in my life, I was already mature enough to decide it was time to investigate further what was that pinch in the stomach I would have when I heard someone say something like 'my plans for the next 5 years are ...' or 'pne must change jobs every four years to not stagnate' or 'the real estate market is high, I will invest in property' or 'I'm increasing my network'.

To justify my inability to planning and drawing my future like those people, I used to say that 'I accepted the opportunities that life gave me.' But that argument didn't sound like enough, not even to myself!...

The 'stomach pinching' feeling was a physical symptom caused by the thought of inability to be successful in life like everyone I knew. Investigating my emotions and attitudes, with myself and with the help of a therapist, I learned that I was very capable (up to arouse envy in others!) and that I had achieved many things, material and nonmaterial, and that it they were not the same things that my friends and colleagues had it was because our priorities were different, after all we were different people!

Years later, after living different realities and situations that greatly enriched my view of things and of life, I feel finally at peace with my attitude of making decisions according to the opportunities life presents me! Sure that I pursue some things and do basic plans to achieve them, but I deal well with any change or plan B that appears necessary on the way.

Buddha used to remind all that 'desire is a dangerous thing and can bring a lot of dissatisfaction and frustration'. When I heard that teaching for the first time, I thought 'that's it, I don't expect much from life, so I've never been much of planning for the future', and probably exactly because of that I can tackle the problems that arise, without falling into deep frustration . :-)

... to be continued ...

Thursday, July 24, 2014

Quem tem um amigo... ganha pão de queijo! / The one who's got a friend... gets cheese puff for breakfast!

Sempre tive facilidade de fazer amizade, desde criança. Gosto de conversar e me interesso pelas histórias dos outros, mesmo que seja de um completo desconhecido. Aliás, vários desconhecidos que poderiam facilmente ter passado pela minha vida como só isso mesmo, desconhecidos, se tornaram meus amigos.

Faço um trabalho voluntário numa escola de meditação perto de onde moro (acho que já mencionei isso em uma dúzia de posts! hehe) e, lá, tenho a feliz oportunidade de conhecer gente de tudo quanto é lugar e de culturas diferentes. Já me tornei amiga de vários deles e, vez por outra, alguém aparece com um agrado, um presente. Ontem, uma gaúcha me apareceu com uma caixa de mix de pão de queijo Yoki!! "Um presentinho pra você!" Ela me disse que comprou numa loja em Sydney, especializada em produtos brasileiros. Se eu gostei do presente? Bem, foi o café de manhã de hoje e só sobrou a caixinha... :-)

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It's always been easy to me to make friends, since I was a child. I love to chat and am interested in people's stories, even if it is from a complete stranger. By the way, many strangers who could easily have passed through my life as just that, strangers, have become my friends.

I do volunteer work at a meditation school near where I live (I think I already mentioned this in a dozen posts! hehe) and there I have the fortunate opportunity to meet people from all over the world and of different cultures. I have already become friends with many of them and, occasionally, someone comes up with a treat, a gift. Yesterday a Brazilian girl, from the Pampas, came to me with a box of Yoki cheese bread premix! "A little present for you!" She told me she bought it at a store in Sydney, specializing in Brazilian products. You wanna know if I liked it? Well, that was my breakfast this morning and all that is left now is the empty box ... :-)

Friday, February 14, 2014

Risoto de camarão / Prawns risotto

Tenho uma amiga que tem um pouco de dificuldade pra conseguir dormir. Nada muito sério. Acredito que a raíz do problema dela seja sua mente muito ativa, o que, a meu ver, é uma coisa legal. Ela é muito inteligente, criativa e generosa. E essas são qualidades que fazem uma mente muito ativa trabalhar o tempo todo. Por conta disso, em vez de dormir, quando vai pra cama, ela fica lembrando dos livros que ela quer comprar, da piada que o filho contou hoje de manhã, de comidas que ela está com vontade de comer e... posta suas divagações notívagas no Facebook!

E ela tem esse poder de me 'tentar' com seus posts. Eu simplesmente tenho que dar um like ou comentar ou mandar uma mensagem. Reagir de alguma forma ao que se passa com ela.

Ontem, ela estava com vontade de comer risoto. Eu sugeri que iria enviar a ela um livro com receitas de risotos. Ela então me pediu: "Manda o risoto. De camarão!"

Pois bem, querida amiga, aqui vai a minha receita de risoto de camarão (duas porções):

1 copo de arroz (carnaroli ou arbório)
1/2 copo de vinho branco (quele que você pretende beber ao comer o risoto!)
azeite de oliva
sal
Aquecer o azeite, adicionar o arroz e o sal. Fritar por dois minutos e adicionar o vinho. Mexer por dois minutos e adicionar água fervente até cobrir o arroz. Tampar a panela e cozinhar até que o arroz esteja QUASE no ponto. Adicionar mais água quente durante o cozimento, se preciso. Tirar do fogo e deixar descansar, tampado.

1 copo de camarões médios (ou pequenos)
Suco de dois limões
sal e pimenta do reino
Misturar tudo e deixar marinar até o momento de adicionar (mais ou menos 10 minutos - pode ser mais).

1 copo de pimentão verde picadinho
1 copo de tomate picadinho (com pele e sementes)
1/2 copo de cheiro verde
1 colher de massa de tomate
2 dentes de alho amassado
azeite de oliva
sal
Aquecer o azeite e fritar levemente o alho. Adicionar o pimentão, o tomate, o sal e a massa de tomate. Fritar por uns cinco minutos e adicionar o camarão (drenado). Fritar por mais uns 4 minutos.

Misturar os camarões ao arroz e pronto! :-)
PS: infelizmente, não dá pra mandar o risoto da Austrália pro Brasil via correio!
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I have a friend who has a little trouble getting to sleep. Nothing serious. I believe that the root of her problem is her very active mind, which, in my view, is a nice thing. She is very intelligent, creative and generous. And those are qualities that make a very active mind work all the time. Because of this, instead of sleeping, when she goes to bed, she remembers of books she is thinking of buying, of the joke her son told in the morning, of foods she's been craving for and ... posts her nocturnal ramblings on Facebook!

And she has the power of 'teasing me' with her posts. I just HAVE to give it a like or a comment or send a message. React somehow to what is going on with her.


Last night, she was feeling like eating risotto. I suggested I would send her a cookbook with recipes for risottos. She then asked me: "Send me A risotto. Prawns risotto!"


Well, dear friend, here's my recipe for prawns risotto (two servings):


1 cup of rice (Arborio or Carnaroli) 

1/2 cup white wine (that one that you intend to drink with the risotto!) 
olive oil 
salt
Heat the oil, add the rice and salt. Fry it for two minutes and add the wine. Stir it for two minutes and add boiling water to cover the rice. Cover the pan with a lid and cook until the rice is almost done. Add more hot water during cooking, if necessary. Remove it from heat and let it stand, covered.

1 cup medium (or small) prawns 

juice of two limes
salt and pepper
Mix everything and let marinate until it's time to add it (around 10 minutes - can be longer).

1 cup chopped green capsicums
1 cup chopped tomatoes (with skin and seeds)
1/2 cup of parsley and spring onions (half-half) 
1 tablespoon of tomato paste 
2 cloves of crushed garlic 
olive oil
salt
Heat the oil and lightly fry the garlic. Add the capsicums, the tomatoes, the salt and the tomato paste. Fry it for about five minutes and add the prawns (drained). Fry it for another 4 minutes.

Mix the prawns with the rice and voila! :-) 

PS: unfortunately, I can't send a bowl of ready to eat risotto from Australia to Brazil by Post!

Friday, November 8, 2013

Pizza!

Pizza sempre foi um dos meus pratos favoritos, mas nunca me aventurei a fazer pizza em casa. Em minha  cidade natal, Sorocaba, há ótimas pizzarias. No Brasil todo, pizza é muito popular e há mais pizzaria na cidade de São Paulo que na Itália inteira!

A popularidade da pizza no Brasil, promove tanto a conveniência de restaurantes, cadeias de fast foods, pizza pronta e resfriada ou congelada e até mesmo massa de pizza pronta pra rechear e assar em casa, sem falar nos Disk's, que não há, na verdade, porque "re-inventar a roda"!

Mas, na Austrália, a história é um pouco diferente. Apesar de, aqui também, todo mundo apreciar muito uma pizza quentinha, bem recheada, massa crocante, o comum é ir à pizzaria, pra comer ou pra trazer pra casa (takeaway). Nem todos os supermercados têm variedades de pizza congelada ou massa e a conveniência acaba aí.

Então, eu resolvi arregaçar as mangas e aprender a fazer a massa de pizza!

Anos atrás, um grupo de amigos tinha o costume de se reunir pra fazer "pizzada" todos os fins de semana. Minha parte no negócio era somente rechear os discos e tomar cerveja! Mas, felizmente, eu mantive no meu caderninho de receitas a receita da massa que o pessoal usava nessas ocasiões. Depois de algumas tentativas e ajustes, a receita ficou assim:

- 1 sachet de fermento biológico em pó (5-7g)
- 1 colher de chá de açúcar
- 1 xícara de água morna
Dissolver tudo e deixar descansar por 10 minutos. Cubra com um guardanapo. Depois desse tempo, você vai ver que formou espuma na superfície. Então, adicione:

- 2 xícaras de farinha de trigo branca
- 1 colher de sopa de azeite de oliva (ou qualquer outro óleo)
- 1/2 colher de chá de sal (ou a gosto)
Misture com um garfo e, depois, amasse com as mãos até obter uma massa lisa, que não grude nos dedos. Deixe descansar dentro da tijela por uns 20 minutos, coberto com o guardanapo.

Enquanto isso, faça o molho de tomate e prepare o que mais você quiser usar no recheio. Eu, normalmente, faço margherita (queijo, tomate e manjericão), mas na pizza da foto, usei salaminho e azeitonas.

Tire a bola de massa da tijela e espalhe um pouco de farinha de trigo na bancada. Corte em duas bolas do mesmo tamanho (faz dois discos = duas pizzas). Abra uma das bolas com os dedos ou com o rolo de macarrão. Se você usar somente as mãos pra abrir a massa, tente deixar a borda mais grossa e, se usar o rolo de macarrão, no final, faça dobrinhas na borda, pra cima e pra dentro do disco e pressione com os dedos pra formar a borda mais alta. Esse cuidado evita que o molho escorra e emporcalhe o forno. A espessura da massa fica a critério de cada um. Eu gosto mais grossinha, mas a maioria das pessoas, como o meu amigo Renato, gosta bem fininha e crocante!

Eu tenho um disco de cerâmica próprio pra assar pizza, mas a pizza vai ao forno em qualquer assadeira que caiba. Só tome cuidado pra não deixar grudar no alumínio, então, use óleo, manteiga, farinha ou papel manteiga.

Se você gosta da massa bem crocante, asse a massa primeiro, por uns 10 minutos. Daí, cubra com o recheio e volte ao forno por mais uns 10-15 minutos. O forno deve estar bem quente (alto ou 230-250 graus). Se quiser a massa mais parecida com pão, simplesmente, coloque o recheio sobre a massa crua e ponha tudo de uma só vez pra assar. Leva uns 15-20 minutos.

Sirva a cerveja ou vinho (ou refrigerante), corte em fatias e aproveite! :-)

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Pizza has always been one of my favorite foods, but I never ventured to make pizza at home. In my hometown, Sorocaba, there are great pizzerias (pizza restaurants). Throughout Brazil, pizza is very popular and there are more pizzerias in São Paulo City than in the whole of Italy! 

The popularity of pizza in Brazil, promotes so much the convenience of having restaurants, fast food chains, ready-to-eat pizza, chilled or frozen and even pizza dough to be topped and baked at home, let alone the delivery pizzerias, that there isn't, in fact, reason to "re-inventing the wheel"!

But in Australia, it is a little different story. Although, here too, everyone enjoys a nice, hot and crispy pizza, what it is common is to going to the pizzeria, to eat it there or to bring home (takeaway). Not all supermarkets have varieties of frozen pizza or the dough base. The convenience ends there.

So I decided to roll up my sleeves and learn how to make pizza dough!Years ago, a group of friends of mine used to gather every weekend for a "pizza party". My part was just to add the toppings and drink beer! But fortunately, I kept in my cookbook the dough base recipe that the guys used in those occasions. After some trials and adjustments, my recipe ended as follows: 


- 1 sachet of dried yeast (5-7g)
- 1 teaspoon sugar 
- 1 cup warm water
Dissolve it all and let rest for 10 minutes. Cover with a tea towel. After that time, you will see foam formed on the surface. Then add:

- 2 cups plain white flour 
- 1 tablespoon olive oil (or any other oil) 
- 1/2 teaspoon salt (or to taste) 
Mix with a fork and then knead with your hands until the dough is smooth, it shouldn't stick on your fingers. Let it rest in the bowl for about 20 minutes, covered with a tea towel.

Meanwhile, make the tomato sauce and prepare what else you want to use in the topping. I usually make margherita (cheese, tomato and basil), but in the pizza in the photo, I used pepperoni and black olives. 

Take the ball of dough from the bowl and sprinkle a little flour on the counter. Cut it into two balls of the same size (two discs makes two pizzas). Open one of the balls with your fingers or with a rolling pin. If you use your hands to open the dough, try leaving a thicker border and if you use the rolling pin, in the end, make folds on the edge, up and towards the centre of the disc and press with your fingers to form a higher border. This, prevents the sauce to spill in the oven. The thickness of the dough is up to each person. I like it a little thick, but most people, like my friend Renato, like it very thin and crispy! 

I have a ceramic disc for baking pizza, but it goes in the oven in any baking dish that it fits in. Just be careful not to let it stick to the tray, so use oil, butter, flour or parchment paper. 

If you like a crispy crust, bake the dough first, for about 10 minutes. Then cover with the topping and return to the oven for another 10-15 minutes. The oven must be very hot (on high, 230-250 degrees). If you like it more like bread, simply add the topping on the raw disc and pop it all at once in the oven. It takes about 15-20 minutes. 

Pour the beer or the wine (or soda), slice it and enjoy it! :-)

Friday, August 9, 2013

SINGAPORE NATIONAL DAY!

Today, 9 August, over 5 million people are on holiday on the little and gorgeous island of Singapore in commemoration of its independence from Malaysia in 1965.

It is a big deal for all Singaporeans who decorate the whole city, every building, with the national flag and its colors. The National Day Parade, aka NDP, is also a big event, greatly anticipated. So is the show, afterwards.

The theme this year is "Many stories... One Singapore".

Singapore, I share my story and my heart with you! Congratulations to all Singaporeans! :-D

Here, the link to my favorite song for Singapore, from 2010: http://www.youtube.com/watch?v=UFyRf23bajg - I hope you enjoy it too!

Sunday, December 30, 2012

Being kind makes you happier and more popular! / Ser gentil te deixa mais feliz e mais querido!

I read an article that made me very glad. The article described a study run by Canadian psychologist Lara Aknin and her colleagues with 400 tweens - 9 to 12 years old - and showed that kids who practice more acts of kindness are happier and more appreciated by their peers than kids who don't.
  
The researchers asked a group of 200 children to go fun places three times a week for a month and asked another group the same size to perform kind acts three times a week for the same period. The first group reported they chose to go to places such as shopping malls and their grandparents' home and the other kids said they shared their lunch with their mates and helped their mums to carry shopping bags. At the end of four weeks, the researchers interviewed the children of both groups and found out that both showed signs of increased happiness, but the group that spent the month practicing goodwill was happier, more pleased. Also, the researchers asked to their peers who were not involved in the study which mates they would prefer to do school work together and found out that the kids from the "kindness group" were more popular and that were more likely to make 1.5 new friends than the kids from the other group!

The same team of researchers knew, from a previous study, that toddlers show the highest happiness rates when they give their own treat to a monkey puppet that, they were told, "liked treats". They showed more enthusiasm in giving a treat away than when they received a treat for themselves from the expert's hand.

From these studies, the scientists concluded that there's a good chance that humans, or at least most of them, are born to be kind persons. The questions is what makes us change along the way... well, I would say it's pretty much up to each one of us to decide about the sort of person we want to be. Of course, it is much harder to be kind in a hostile environment and one can be pushed to the limit and breakdown in anger and animosity... but, anyways, I believe it is still worth it to try breaking the vicious cycle and react with kindness, especially now that we know science is on our side...!

The discussion scientists want to raise now is how effective it would be to encourage and promote kindness among young children at school in order to refrain misbehaving and even bullying.

Personally, I think these studies are motivating to parents and teachers who tirelessly try to inspire their children to do good and become good adults. I also believe that if we succeed in developing the taste for acting kind, the world will certainly become a better place to live.

Why not to try some kindness today? Would you like some tips? Cook your husband's favorite dish, do the dishes to spare your wife's nails, hold the lift's door open for parents with a pram, give your seat on the train to an elder man, ring your mum just to catch up, greet good morning when you pass by your next door's neighbour... :-)

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Eu li um artigo que me deixou muito contente. O artigo descrevia um estudo executado pela psicóloga canadense Lara Aknin e seus pesquisadores, com 400 pré-adolescentes - 9 a 12 anos - e mostrou que as crianças que praticam atos de bondade são mais felizes e mais apreciadas por seus coleguinhas de classe do que as crianças que não têm o costume de serem gentis.
 

Os pesquisadores pediram a um grupo de 200 crianças para ir a lugares divertidos, três vezes por semana durante um mês e pediu ao outro grupo, do mesmo tamanho, para realizar atos de bondade três vezes por semana no mesmo período. As crianças do primeiro grupo relataram que escolheram ir a lugares como shopping centers e a casa dos avós e as outras crianças, do outro grupo, disseram que dividiram o lanche com os colegas e ajudaram as mães a carregar sacolas de compras. Ao final de quatro semanas, os pesquisadores entrevistaram as crianças de ambos os grupos e descobriram que ambos os grupos mostraram sinais de aumento da felicidade, mas o grupo que passou o mês praticando boa-vontade se sentiu mais feliz, mais realizado. Além disso, os pesquisadores pediram aos colegas de classe que não estavam envolvidos no estudo qual companheiros eles prefeririam fazer um trabalho da escola juntos e descobriu que as crianças do "grupo da bondade" eram mais populares e que estavam mais propensos a fazer 1,5 novos amigos do que as crianças do outro grupo!
 

A mesma equipe de pesquisadores já sabia, a partir de um estudo anterior, que as crianças mostram as maiores taxas de felicidade quando dão o seu próprio doce para um macaquinho de pelúcia que "adora doces", como foi dito pra eles. Eles mostraram mais entusiasmo em dar seu próprio doce do que quando receberam um para si da mão do especialista que conduzia o teste.
 

A partir desses estudos, os cientistas concluíram que há uma boa chance de que os seres humanos, ou pelo menos a maioria deles, nascem para ser pessoas amáveis. A questão é o que nos faz mudar ao longo do caminho ... bem, eu diria que vai muito de cada um de nós decidir sobre o tipo de pessoa que queremos ser. Claro, é muito mais difícil ser gentil em um ambiente hostil e a pessoa pode acabar a ser levada ao limite e explodir em raiva e hostilidade ... mas, de qualquer maneira, eu ainda acredito que vale a pena tentar quebrar esse ciclo vicioso e reagir com gentileza. Especialmente agora que sabemos que a ciência está do nosso lado ...!
 

Agora, os cientistas querem levantar a discussão sobre o quanto seria eficaz incentivar e promover a bondade entre as crianças na escola, a fim de conter o mau comportamento e até mesmo bullying.
 

Pessoalmente, eu acho que esses estudos são uma motivação para os pais e professores que incansavelmente tentam inspirar as crianças a fazerem o bem e se tornarem adultos mais amáveis. Acredito também que se conseguirmos criar o gosto por praticar atos bons, o mundo certamente vai se tornar um lugar melhor para se viver.
 

Por que não tentar alguma gentileza hoje? Quer umas dicas? Faça o prato favorito do seu marido, lave a louça para poupar as unhas da sua esposa, mantenha a porta do elevador aberta para o casal com um carrinho de bebê, dê o lugar para um senhor mais velho dentro do metrô, ligue pra sua mãe só pra dar um alô, dê bom dia quando passar pelo vizinho do lado... :-)

Thursday, March 8, 2012

So far, so good!



Essa é uma expressão em inglês que, na verdade, significa "até agora, tudo bem". Mas, aqui, nesse post, vai significar diferente: "tão distante, tão bom"! Por quê? Porque, já que escrevo em português e o blog é meu, posso traduzir do jeito que eu quiser! hahaha

Bem, é que estava pensando numa forma de falar sobre a condição em que se encontra quem está longe. Aquela pessoa que está longe de casa, da família, dos amigos e dos ambientes a que estava acostumada. As razões para ir viver em outro lugar, temporariamente ou não, só pode ser realmente totalmente entendida por quem já tomou esse tipo de decisão. Apesar de muita gente ter uma ideia (e uma opinião) sobre o assunto.

Quando passei meses na Alemanha, há doze anos - pela primeira vez fora do Brasil -, na volta, respondia às perguntas sobre essa experiência da seguinte maneira: "- É maravilhoso conhecer outras paisagens, outra cultura, gente nova, língua nova, diferente tipos de comida, roupas, música etc. Por outro lado, há momentos em que a gente se sente totalmente sozinha e desprotegida."

Em outras palavras, a possibilidade de estar num lugar totalmente novo e diferente do seu é potencialmente libertadora e a liberdade pode ser assustadora. Ao mesmo tempo que se está feliz por ser livre para explorar o novo mundo, tem-se que lidar com a insegurança e até mesmo com a saudade dos entes queridos que não podem estar ali para dividir as experiências e também as responsabilidades.

E, como acontece nos grupos em que indivíduos compartilham a mesma condição  (obesos, desempregados, estudantes, gestantes), os expatriados identificam-se e simpatizam-se com outros expatriados. Parece que existe um "código de conduta" implícito no qual diz que os membros do clube devem se confortar e se confraternizar mutuamente.

É interessante como a amizade se desenvolve mais facilmente com pessoas que também vivem nessa condição, independentemente de ambas viverem no mesmo país ou não. Explicando: moro fora do Brasil há mais de quatro anos e, graças a Deus, mantenho contato regular com os meus amigos brasileiros e também com os meus amigos cingapurianos e de outras partes do mundo. Mas, o pessoal que mora em algum lugar em que não nasceu, mantém essa ligação mais forte, com contatos mais freqüentes do que os amigos que vivem em seu próprio país, perto da família. Acho que é porque, apesar de estarmos bem e feliz onde moramos, somos constantemente lembrados pelas circunstâncias de que estamos distante de alguém, de casa.

Eu já me acostumei a viver longe. Quando morava em Cingapura, estava longe do Brasil e da família e do namorado australiano. Agora, morando em Katoomba, estou longe dos amigos que fiz na Ásia. Quando vou ao Brasil, fico longe do marido e da minha casa. Ainda bem que já aceitei essa condição. Não dá pra se ter tudo que se quer ao mesmo tempo! Mas, "até agora, tudo bem" ou "so far, so good"! :-)

Wednesday, November 2, 2011

Sempre ao seu lado.


Quando  fico estressado, deito ao seu lado.
Quando começo a me entristecer, vejo o sol nascer.

Na praia, vejo o sol se pondo ao fim do oceano.
Escuto o som do vento soprando e ali ficaria por um ano.

Sob o brilho das estrelas, fico deitado a noite inteira.
Quando lembro da minha infância, fico com a lembrança de tempos de esperança, de estar ao seu lado, me sentindo apaixonado.



Autores: Gabriel Ferreira da SIlva Pereira Vaz (12), Rubem Blanco Neto (12), Miguel Cavalcante (12) - alunos do Uirapuru de Sorocaba

Saturday, October 22, 2011

Enroladinho de filé de frango com prosciutto.

A bonitona da foto é a Inna De Wit, uma russa super animada que cozinhou a janta com uma facilidade invejável, durante a sessão de degustação de vinho e queijos!

Já passavam das sete da noite quando ela me buscou na estação de trem e passamos no supermercado pra comprar frango, prosciutto (presunto curado italiano), verduras e mais umas coisinhas.

Fomos pra casa dela e logo abrimos a garrafa de shiraz (Casillero del Diablo, Chile) que eu levei de presente! Depois do brinde - a nós duas!! - ela preparou o frango pra levar ao forno:

Abriu os filezinhos de coxa de frango dentro de um saco plástico e martelou, pra amaciar a carne. Depois, temperou com sal e pimenta preta, recheou alguns filés com figo seco e pinoles e outros com queijo roquefort. Enrolou cada filezinho com duas fatias de prosciutto e levou pra assar por uns 25 minutos. Tempo pra "degustarmos" todos os pedacinhos de queijo que ela encontrou na geladeira contra o vinho que bebíamos. Hmmm... os queijos mofados, como roquefort, até que vão bem com shiraz, mas, definitivamente, os mais encorpados, como romano, combinam perfeitamente com a personalidade forte e sabor achocolatado do vinho que é feito com a uva favorita dos australianos, shiraz.

Inna tirou os rolinhos de frango do forno e meu estômago roncou! Ela preparou uma salada e jantamos logo em seguida. Eu toda empolgada pensando que era um prato típico russo, perguntei como se chamava e ela, com uma cara de orgulho, respondeu: "enroladinho de filé de frango com prosciutto! Gostou?"... hehehehe

É interessante como é fácil formar - e manter - uma imagem superfical sobre as pessoas quando a gente se relaciona com estrangeiros. É fácil tender a pensar que tudo que a pessoa faz e fala é um retrato dos costumes de seu povo e esquecer que cada um tem seus próprios jeitos e gostos e nem sempre ecoam os de seus conterrâneos. Como ser brasileira, ter orgulho de ser brasileira, mas não necessariamente gostar somente de samba, mas ter prazer em ouvir música clássica também.

Olhando pro rosto sempre sorridente da Inna, lembrei de um dito que diz mais ou menos que "realmente enxerga aquele que vê com o coração"! Prato russo ou não, naquela noite, éramos somente duas mulheres curtindo uma boa conversa, em inglês, sem nem prestarmos atenção aos sotaques! :-)

Sunday, July 31, 2011

Pudim de pão / Bread pudding

Sempre gostei muito de pudim de pão. Cresci comendo pudim de pão. Um belo dia, resolvi que queria independência sobre o meu pudim de pão e pedi a receita pra minha mãe. Como ela estava ocupada com outros afazeres da casa naquela manhã, eu, no auge da impaciência de adolescente, fui pra cozinha e criei isto:

6 pãezinhos (francês de 50g) picados
5 copos de leite
10 colheres (sopa) de açúcar
3 ovos inteiros
2 colheres (sopa) de margarina
canela em pó a gosto

Misturei todos os ingredientes e assei em fôrma caramelada por, mais ou menos, 45 minutos. Não coloquei em banho-maria. Ficou ótimo. Todos gostaram.

Desde então, essa receita conquistou muitos fãs, alguns até internacionais! Tem gente que gosta tanto que me pede a receita e até me convida pra fazer o dito cujo em sua própria casa.

Também gosto de mencionar que é uma excelente maneira de aproveitar pães velhos. Esse pudim aceita qualquer tipo de pão: francês, de fôrma, italiano, bisnaga, qualquer um.

Ao longo dos anos, fui adicionando ingredientes "coadjuvantes" no preparo e na maneira de servir como uma forma de quebrar a monotonia. A receita acima já foi recheada com goiabada e queijo, bananas fatiadas e já foi servida com sorvete de creme. Pode ser servido quente, com o chá da tarde, ou frio, como sobremesa.

Também fica muito boa a versão de liquidificador e com leite condensado: substitui-se o açúcar por uma lata de leite condensado e bate tudo no liquidificador. A massa fica mais lisa e, se for assada em banho-maria, fica com furinhos e sabor iguais ao tradicional pudim de leite.

Nos últimos tempos, comecei a procurar uma alternativa pros gordinhos e diabéticos poderem apreciar o pudim sem problema. Até mesmo pra eu não me sentir culpada por "envenenar" alguém. Então, modifiquei a receita pra essa aqui:

6 pãezinhos (francês de 50g) picados
5 copos de leite desnatado
2 colheres (sopa) de açúcar light ou 10 colheres (sopa) de Tal e Qual
3 ovos inteiros
essência de baunilha a gosto
canela em pó a gosto

O processo de preparo é o mesmo e a calda de caramelo pode ser adicionada ou não. O pudim, com calda ou sem calda, é assado e desenformado da mesma maneira. Eu prefiro desenformar ainda quente, quando a calda ainda está bem líquida. Uma outra dica é a de untar a fôrma do pudim sem calda de caramelo, que fica mais fácil pra desenformar.

Fiquei alegremente surpresa quando percebi sucesso igual da versão mais light. Todo mundo gosta muito, pede a receita e não reclama do sabor de adoçante. Muitos nem sequer percebem que o pudim leva adoçante.

Notem que o pudim light ainda é feito de PÃO que, por sua vez, é feito de farinha de trigo, de consumo restrito a muitos diabéticos. Então, há que se ter critério pra consumir o delicioso pudim, caso você seja diabético, ok!

No mais, espero que todos aproveitem as receitas e comam bastante pudim de pão. E me contem das suas próprias adaptações e criações em volta de uma das minhas sobremesas favoritas! :-D

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Bread pudding

I've always loved bread pudding. I grew up eating bread pudding. One day I decided I wanted to be independent and make my own bread pudding and asked my mom for the recipe. As she was busy with other chores of the house that morning, at the height of the impatience of a teenager, I went to the kitchen and created this:

6 rolls, chopped
5 cups of milk
10 tbsp of sugar
3 whole eggs
2 tbsp of margarine
cinnamon to taste

I mixed all ingredients and baked in a caramelized pan for about 45 minutes. I didn´t put in a water bath. It turned great. Everyone liked it.

Since then, this recipe has made many fans, some international ones too! Some people like it so much that ask me for the recipe and even for me to go and prepare it in their own home.

I also like to mention that it is an excellent way to use stale bread. This pudding accepts any type of bread: white, Italian, French, naan, wholemeal, any bread.

Over the years, I tried adding “supporting” ingredients to the recipe and into the serving as a way to break the monotony. The recipe above has been filled with guava jam and white cheese (very popular combination in Brazil), sliced
​​
bananas and was served with vanilla ice cream. It can be served warm, along with your afternoon tea, or cold as a dessert.

There's also another good version of it: replace the sugar by a can of condensed milk and mix everything in the blender. The dough gets very smooth and, if baked in a water bath, develops holes and flavor just like the traditional milk pudding.

Recently, I started to think of an alternative for the chubbies ones and for the diabetics, so they can enjoy the pudding without problem. Also, I won´t feel guilty for "poisoning" anyone. So, I modified the recipe to this one:

6 rolls, chopped
5 cups of skim milk
2 tbsp of sugar or 10 tbsp of cooking sweetener
3 whole eggs
vanilla extract to taste
cinnamon to taste

The preparation is the same and the caramel syrup can be added or not. The pudding with the syrup or without it, is baked and unmolded the same way. I prefer to unmold when it is still hot and the syrup is still liquid. Another tip is to grease the pan of the pudding without the caramel syrup, which makes it easier to unmold it.

I was happily surprised when I realized the same success with the light version. Everyone likes it a lot and I heard no complaints about the sweetener after taste. Many don´t even realize that the pudding contains sweetener.

Note that the light version of the pudding is still made of BREAD, which is made of wheat flour, restricted to many diabetics. So, there should be discretion to eat this delicious pudding if you are diabetic, ok!

Apart from that, I hope you all enjoy the recipes and eat lots of bread pudding. And tell me of your own creations and adaptations around one of my favorite desserts! :-D

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