Pages

Translate

What do you seek?

Showing posts with label clove (cravo-da-índia). Show all posts
Showing posts with label clove (cravo-da-índia). Show all posts

Friday, March 2, 2012

Cravo-da-índia.

Esse é um dos condimentos que aprendi a preciar depois de velha... eh, nem tão velha assim! Bem, faz poucos anos que me acostumei com o sabor de cravo na comida, sobremesas e até bebidas. Isso porque viajei bastante pelos países da Ásia, onde o cravo é extremamente popular. É condimento usado tão regularmente como orégano ou noz moscada na culinária ocidental.

Em 2005, participei de um workshop/treinamento sobre especiarias, ministrado pela chef Ingreth Kastorsky, na empresa em que trabalhávamos juntas, na época. Nessa ocasião, aprendi muitas coisas sobre o cravo-da-índia (English: clove / Español: clavo de especia / Deutcshe: Nelke). Nem todos sabem que o cravo-da-índia é o botão floral de uma árvore que atinge 12 metros de altura e só floresce depois de 20 anos. É cultivado quase que exclusivamente nas regiões quentes da Ásia e da África.

Com seu sabor doce e bastante pungente, não é fácil de ser usado. É preciso saber dosá-lo muito bem para não estragar a receita, pois é muito fácil exagerar na quantidade desse potente condimento. O que deixaria o prato com um sabor muito amargo. Os indianos são mestres em balancear uma receita que leva cravo! Quem já experimentou masala tea ou korma curry sabe do que falo.

Mas, as nonas brasileiras também usam cravo-da-índia com maestria. Uma prova disso é o delicioso arroz-doce que, mesmo tendo receitas completamente diferentes, dependendo da casa em que se come, sempre leva cravos e é uma delícia! Tô certa ou tô errada?

Além de dar um sabor especial e único aos pratos, o cravo também tem propriedades medicinais e o seu principal componente químico, o eugenol, é muito usado por dentistas por ser um efetivo bactericida. Também pode piorar cólicas menstruais e até causar aborto porque intensifica as contrações uterinas.

Aqui, a receita mais simples do mundo: chá de cravo-da-índia

1 xícara de água fervente
5 cravos-da-índia
açúcar ou adoçante

Tirar a água da fervura e adicionar os cravos. Tampar e deixar descansar por 10 minutos. Se quiser mais forte, deixe descansar por uns 20 minutos. Coar os cravos e descartá-los. Adoçar a gosto.

Hmmm... hora de preparar mais uma xícara... :-)

Friday, October 7, 2011

Mel, doce mel.

Este líquido dourado é o produto milagroso de abelhas e uma deliciosa alternativa natural ao açúcar branco.

O fascinante processo de fazer mel começa com as abelhas recolhendo o néctar das flores que, em seguida, mistura-se com enzimas especiais na saliva das abelhas, iniciando um processo químico que transforma o néctar em mel.

O mel tem sido usado desde os tempos antigos, tanto como um alimento como medicamento. A prática da apicultura para a produção de mel, remonta a, pelo menos, 700 ac. Por muitos séculos, o mel foi considerado sagrado, por ser maravilhosamente doce, bem como por sua raridade. Foi usado principalmente em cerimônias religiosas para homenagear os deuses e para embalsamar os mortos. Também foi usado para uma variedade de fins medicinais e cosméticos. Por um longo tempo na história, sua utilização na culinária foi reservada apenas para os ricos, uma vez que era muito caro.

O prestígio do mel continuou por milênios até um acontecimento fatídico na culinária e na história mundial: a "descoberta" do açúcar refinado feito de cana-de-açúcar ou beterraba. Uma vez que estes proporcionavam uma forma relativamente barata de adoçar, substituíram o mel para o uso culinário. Desde então, embora o mel ainda seja usado para adoçar, muito do seu uso tornou-se focado em suas propriedades medicinais e uso em confeitaria.

Além de sua reputação como adoçante nutritivo da natureza, pesquisas indicam que o mel seja útil também como um agente antimicrobiano e antioxidante. Além de ser fonte de diversos sais minerais e vitaminas C e do complexo B.  Mas, tem o mesmo teor de calorias do açúcar e é restritivo aos diabéticos.

É importante manter o mel armazenado em um recipiente hermético para que não absorva a umidade do ar. Uma vez mantido em ambiente fresco e seco, durará quase que indefinidamente. Uma razão para isso é seu elevado teor de açúcar e acidez que ajudam a inibir o crescimento de microorganismos.

Vale lembrar também que a qualidade do mel é em função das plantas e do meio ambiente a partir do qual o pólen, sucos, néctares e resinas foram recolhidos. Outras substâncias encontradas no ambiente - incluindo traços de metais pesados, pesticidas e antibióticos - foram encontrados no mel. Então, não alimente crianças menores de um ano de idade com mel. Mas é seguro para crianças com mais de doze meses e adultos.

Se o mel estiver cristalizado, coloque o recipiente em banho-maria por 15 minutos para devolvê-lo ao seu estado líquido. Não aqueça o mel no microondas porque pode alterar seu sabor.

No mais, é só saborear as infinitas opções de uso do mel na sua alimentação: misturado ao iogurte natural ou em salada de frutas, em vez de leite condensado, com cereais, bolos, biscoitos, molhos, sorvetes.

Aqui, a minha receita de PÃO DE MEL:

ingredientes
3 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de açúcar
1 xícara de mel
1 xícara de leite
2 colheres de manteiga (ou margarina)
3 ovos
1 colher de fermento
canela em pó
cravo em pó
noz moscada em pó

preparo
1. Bater as claras em neve e reservar;
2. Misturar as gemas com o açúcar e o mel. Adicionar a manteiga derretida;
3. Adicionar à mistura a farinha e o leite. Em seguida, adicionar o fermento e as especiarias.
4. Misturar gentilmente as claras e depositar em forma untada;
5. Assar em forno médio, pré-aquecido, por uns 40 minutos, dependendo do seu forno;
6. Deixe esfriar na assadeira antes de desenformar.

Eu não uso nenhum tipo de cobertura, mas, quem quiser, fique à vontade! ;-)

Wednesday, July 6, 2011

Doce de abóbora / Pumpkin dessert

Uma das lembranças mais doces da minha infância é dos dias que via meu pai chegar em casa com uma abóbora gigante de pescoço. Eu sabia que ia ter doce de abóbora! De pedaços ou moído.

Na semana passada, levei um susto ao ver uma "criatura" dessas, de 15kg!!, em cima da mesa da cozinha. Só a metade da "bixa" deu um caldeirão de doce (esse, moído) e ficou uma delícia!

Aqui, a receita da Dona Nanci (minha mama):

- Abóbora de pescoço descascada, descaroçada e picada em cubos
- Açúcar (cristal ou refinado)
Observação #1: vai uma parte de açúcar pra cada cinco partes de abóbora
Observação #2: pra ir mais rápido, passe os cubos de abóbora no processador de alimentos, pra moer

Põe pra cozinhar e, quando estiver borbulhando bastante, que já soltou bastante líquido e os flocos de abóbora parecem transparentes, adiciona-se cravo e coco ralado.
Observação #3: pra 5kg de abóbora, minha mãe joga umas 30 florzinhas de cravo e 200g de coco ralado

Daí, continua cozinhando, mexendo sempre, até aparecer o fundo da panela e a massa estiver quase totalmente seca, sem líquido. Esfriar e servir.

Como a gente nunca aguentou esperar o doce esfriar pra poder comer, uma das maneiras de servir, na minha casa, é com leite gelado. Dá pra beber ou ´tomar´ de colher.

Fica gostoso com queijo branco, no pão e, claro, também sozinho. :-D

--------------------------------------------------------------------------------------------------------

Pumpkin Dessert


One of the sweetest memories from my childhood is of the days I saw my father coming home with a giant neck pumpkin. I knew there would be pumpkin dessert!

Last week, I was amazed by one of those "creatures", weighing 15kg!!, on my mum's kitchen table. Only half of the creature gave a whole pot of jam and it was delicious!

Here, Lady Nanci´s recipe (my mum):
- Neck pumpkin peeled, seedless and chopped into cubes
- Sugar
Note #1: one part of sugar for each five parts of pumpkin
Note #2: to speed it up, crash the pumpkin cubes in a food processor

Bring it to cook and when it is bubbling, with plenty of liquid and the pumpkin flakes appear transparent, add cloves and coconut.

Note #3: to 5kg of pumpkin, my mum adds about 30 cloves and 200g of grated coconut 

Then continue cooking, stirring constantly, until you can see the bottom of the pot and the mixture is almost completely dry, without any liquid. Let it to cool down and serve.

As we have never endured to wait for the sweet to cool before eating, one way to serve it, at my home, is with cold milk. You can drink it or eat it with a spoon.


It also goes well with white cheese, bread and, of course, just it itself. :-D

Popular Posts