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Monday, October 3, 2011

Crave Sydney Food Festival.

Foi só uma manhã, mas, muito bem aproveitada! :-)

Começou, no último sábado, o Craves Sydney Food Festival, o festival gastronômico de Sidnei. E vai por todo o mês de outubro. Haverá todo tipo de evento acontecendo em cada canto da cidade: cafés da manhã na praia, jantares com celebrity chefs, workshops, cursos, feiras etc.

O primeiro evento do festival foi o World Chef Showcase, no último fim de semana. onde vários chefs super badalados deram demonstrações, ao vivo, num palco montado no hotel Hilton, de algumas de suas criações espetaculares.

Assisti à apresentação do chef Martin Benn, dono do restaurante Sepia, de Sidnei. Sua moderna leitura dos ingredientes japoneses usa tecnologia sofisticada pra criar pratos como Japanese Stones (pedras japonesas) que consiste em diversos cremes (chocolate, cereja e coco) congelados em nitrogênio líquido e cobertos com chocolate branco tingido com pó de bambu queimado. A aparência final do prato é de uma torre de pedras pretas. Ao morder a casquinha superficial, o creme gelado do recheio derrete na boca como se fosse uma calda! Uma delícia! Sem falar que dá até gosto de comer uma sobremesa tão bonita. E que deu tanto trabalho pra ser produzida: o preparo completo leva dois dias!

A segunda parte do programa era de uma 'mesa redonda' entre três críticos gastronômicos sobre o futuro da gastronomia no mundo. Aparentemente, todos têm a sensação de que os chineses devem dominar também o mundo gastronômico nas próximas décadas.

Pra fechar a primeira manhã do festival, subiu ao palco o chef paulistano Alex Atala pra contar um pouco sobre os ingredientes extraídos da amazônia. Ele demonstrou diversos ingredientes à audiência como pimenta de cheiro, arroz preto e tapioca. Muito simpático e de uma honestidade comovente, o chef conquistou a todos. O pessoal sentado à mesma mesa que eu, ficou de boca aberta ao experimentar os ingredientes e o prato preparado por ele: ostras empanadas em farinha de rosca e cobertas com tapioca marinada. Resultado de uma longa 'viagem astral' na qual Alex Atala criou o mais delicioso jeito de comer ostra quente, em vez de fresca e crua!

Ao final do show, a fila pra conseguir um autógrafo, fazer perguntas, tirar foto ou simplesmente cumprimentar Alex Atala era longa. Mas, esse é o tipo de situação em que, ser brasileiro, traz vantagens e eu tive passagem livre até a cozinha pra falar com ele! Extremamente atencioso, Alex Atala conversou com todos, tirou fotos, deu autógrafos, respondeu a todas as perguntas e distribuiu sorrisos.

Eu, feliz da vida, saí com o livreto do programa do evento autografado por ele, uma foto e a fantasiosa sensação de que aprendi algo sobre "fine dinning". Mas, definitivamente, aprendi algo sobre meu próprio país! E foi com um conterrâneo, do outro lado do mundo!! :-D


Mais uma vez, obrigada e parabéns, chef Alex Atala!

Friday, July 1, 2011

Não tem desculpa! / There´s no excuse!




Parece realmente que o mal dos últimos tempos, depois da violência urbana, é a obesidade. Ou a preocupação com a alimentação... Eu sempre me liguei nesse assunto. Por isso, me formei técnica em alimentos, trabalhei 23 anos na área e logo serei nutricionista. Mas, me surpreende que, ultimamente, parece ser esse o assunto das notícias e artigos na tv e na internet. Ou estou vendo demais?

Há poucos dias, assisti a um documentário sobre obesidade, no canal Futura; o programa Bem Estar, da Rede Globo, discute o assunto (obesidade, dieta, nutrição etc) dia sim, dia não; o Jornal Hoje, quase diariamente, tem alguma dica ligada ao tema (reeducação alimentar, farofa rica em fibras etc). O site do Terra, hoje, tem um artigo falando que doces fazem bem para a saúde das crianças. O da Uol tem uma boa matéria sobre mitos da dieta (http://suadieta.uol.com.br/Materias/773/alimentacao/10-mitos-da-dieta).

Eu acho isso ótimo! Mesmo as pessoas menos engajadas e preocupadas com a saúde acabam entrando na onda de cuidar um pouco melhor do corpo e da alimentação já que estão sendo bombardeadas com informação a respeito. E, sabe né, notícia repetida e repetida e repetida, vira verdade. Mesmo praqueles mais teimosos!

Há uns dez anos, eu fiz uso da famosa Dieta dos Pontos (mais simples que a dos Vigilantes do Peso), criada pelo Dr. Alfredo Halpern, endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, e diminuí 10kg. Como o método me fez prestar mais atenção a tudo que eu comia, o efeito secundário foi a reeducação alimentar que me acompanha até hoje. A quem interessar, eu recomendo: http://www.livrodegraca.com/2009/05/livro-dieta-dos-pontos-dr-alfredo.html

Então, imagino que nunca tenha sido tão fácil se informar sobre alimentação saudável. É só se ligar e pôr em prática. Boa sorte, com saúde. :-)

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THERE´S NO EXCUSE!
It seems that the big threat of these days, after the urban violence, really is obesity. Or concern with food ... I´ve always been interested in it. So, I graduated in food technology, worked 23 years in the area and soon will be a nutritionist. But surprises me that, lately, seem to be one of the main subjects of the news on television and the Internet. Or am I seeing too much?

A few days ago, I watched a documentary about obesity on the Futura channel; the program Bem Estar (Well Being), on the Globo channel, discuss about it (obesity, diet, nutrition, etc.) every other day; the tv news, at noon, almost daily, have tips about the subject (nutrition education, food rich in fiber, etc.). The website Terra, today, has an article saying that sweets are good for children´s health. The UOL has a good story on diet myths.

I think that's great! Even people who are less engaged and concerned about their health simply end up joining the crowd to better care of the body and food as they are bombarded with information about it. And, you know, anything repeated over and over, becomes truth. Even for the most stubborn!

About ten years ago, I used the famous Points Diet (simpler than the Weight Watchers´ one), created by Dr. Alfredo Halpern, an endocrinologist at the Hospital das Clinicas in Sao Paulo, and put out 10kg. As the method made ​​me pay more attention to everything I ate, the secondary effect was nourishing re-education that accompanies me until today.

So, I guess it has never been so easy to learn how to eat healthy. Just get started! Good luck, stay healthy. :-)

Saturday, April 16, 2011

Obrigada, Sr. Caneca!



Há uma semana, tive o prazer de conhecer uma iguaria, criada em Piracicaba, interior de São Paulo, chamada "bolinho de feijoada"! yum yum... pra quem gosta de feijoada, nem preciso dizer que é um prato cheio, né?! E o prato vem cheio mesmo, de bolinhos. São sete bolinhos do tamanho de empanadas ou coxinhas! Refeição pra dois adultos.

A fila de bolinhos é adornada com tiras de torresminho crocante e fatias de laranja contornam o copinho de caipirinha! Uma delícia! Terceiro lugar no Festival Gastronômico de Piracicaba de 2010.

Ficamos lá, eu e minha prima, comendo, fofocando, bebendo cerveja geladinha, tentando decifrar a receita do tal bolinho e fotografando, o bolinho!

O lugar fica pertinho da famosa Rua do Porto, numa esquina movimentada. Quando chegamos lá, estava acontecendo uma festa numa área reservada do restaurante que tem um estilo de buteco. Simples, tem mesas plásticas na calçada e escolhemos sentar ali. Observamos um segurança, fazendo isso, a segurança dos fregueses e o garçon foi o tempo todo super atencioso. Não sei se era porque o bar não estava muito cheio, mas, o serviço foi muito bom. Até a "dona" do bolinho veio conferir a dupla que estava a tirar foto atrás de foto de seus bolinhos de feijoada! rsrs Eu prometi que não cobraria nada pela publicidade! ;-)

Enfim, caso esteja de passagem por Piracicaba, lugar que vale a pena visitar é o Sr. Caneca, na rua XV de Novembro, esquina com a rua Antônio Corrêa Barbosa e provar os deliciosos bolinhos de feijoada. Nossa conta (uma porção completa e uma garrafa de cerveja) ficou em R$ 22,00.

To people who can't read Portuguese, come to Brazil and I'll explain, LIVE, what I'm talking about!! ;-)

Sunday, December 5, 2010

Get to know the world through a plate!

I have with me that the best way to be "introduced" to a new culture is through the local food. What's on your plate is a reflection of people’s day-by-day and the history of the place.
Who has not done much research, is startled to find great bakeries in Calangute, a village in the state of Goa, India! Current traces of the Portuguese colonization of the Indian Southwest. Or - going closer to home - is in doubt or not one believes that "pizzaria" is the kind of restaurant in greater numbers in the state of Sao Paulo, Brazil. More than in Italy itself! The reason?  Italian immigration in the beginning of last century. Or get annoyed by receiving a full glass of ice with about a third of coke in any good restaurant in Singapore! This tiny and hot island in Southeast Asia which had the "lowest temperature in its history in 1934, 19.4 degrees Celsius! The people there love it cold! Everything on ice! For Brazilians who hate to drink it diluted with melted ice, it is just annoying!
Another reason for food to be my elected in the item “world exploration” is very simple: I love eating! And cooking too, if the whole day and great mastery is not required. I have passed every year of my life trying all sorts of food that have a chance and cooking quite a few years, especially this year.
A few weeks ago, I made a list of major Brazilian dishes I've ever experienced and I swore to cook them one by one. To kill the homesickness, to improve my knowledge on cooking and, of course, eating! Well, the list does not represent the whole country, of course, I still have much to learn about our traditional cuisine.  But, it will keep me busy for a few months ... My intention is to share with you my experiences along the "journey".
For today, I will tell you that, last weekend, I did a barbecue with some friends - two Brazilians and six others of various nationalities - and I was glad to see the appreciation of two English girls about our beloved “maionese” (cold salad with boiled potatoes and other vegetables and, of course, mayonnaise) and a Filipino friend who was delighted with the papaya cream with cassis liqueur (here, I used cassis syrup because I did not find the liquor !). The “farofa” with breadcrumbs (didn’t find flaked corn flour, neither cassava flour) was requested by one of the Brazilians! The gringos looked askance at the plate with that flaky toasted flour, but ultimately surrendered to the flavor of fried bacon and fried banana with onion.
I have repeated these three recipes often lately. What? Simple? Yes, I agree that those recipes are simple, but when you’re cooking veeeeery far from where the recipes originated, it becomes more difficult to "get the right balance". So I've been experimenting with different types of potatoes and vanilla ice cream brands, as well as several recipes for the “farofa” (with or without olives, with bacon or with sausage etc etc). This is a factor that complicates and challenges the foreign cook, but at the same time makes it more fun because one is forced to use creativity to cope with the lack of this or that ingredient! :-)
A Brazilian girl speaking of “knowing the world” through a plate of Brazilian food?! It makes no sense!! Ah, it does if the dish is shared with people from other parts of the world! ;-)

Conheça o mundo através do prato!

Tenho comigo que a melhor maneira de "ser introduzida" à uma nova cultura é através da comida local. O que vem no prato é um reflexo do cotidiano e da história da gente do lugar.

Quem não fez muita pesquisa, se espanta ao encontrar ótimas padarias em Calangute, vilarejo do estado de Goa, na Índia! Atuais resquícios da colonização portuguesa do sudoeste indiano. Ou - indo mais perto de casa - fica em dúvida se acredita ou não que "pizzaria" é o tipo de restaurante em maior número no estado de São Paulo, mais do que na própria Itália! Devido a que? Imigração italiana no começo do século passado. Ou ainda se irrita ao receber um copo cheio de gelo com em torno de um terço de coca-cola em qualquer bom restaurante de Cingapura! Essa minúscula e quente ilha do sudeste asiático que registrou a "menor temperatura de sua história" em 1934, 19.4 graus Celsius!! O povo de lá adora tudo gelado! Tudo com gelo!! Pra brasileiro que detesta bebida diluída em gelo derretido, é irritante!

Outra razão para a comida ser minha eleita no quesito exploração do mundo é muito simples: adoro comer!! E cozinhar também, se não for necessário um dia inteiro e muita maestria. Tenho passado todos os anos da minha vida experimentando tudo quanto é tipo de comida que tenho chance e alguns anos cozinhando bastante, muito mais nesse ano que já vai terminando.

Há algumas semanas, fiz uma lista dos principais pratos brasileiros que já experimentei e jurei cozinhá-los um a um. Pra matar a saudade, aprimorar meus conhecimentos culinários e, claro, comer! Bem, a lista não representa o país todo, com certeza; ainda tenho muito que conhecer da nossa cozinha tradicional. Mas, vai me manter ocupada pelos próximos meses... Minha intenção é dividir com vocês as minhas experiências ao longo da "jornada".

Por hoje, tenho a contar que, no último fim de semana, fiz um churrasco com alguns amigos - dois brasileiros e outros seis de diversas nacionalidades - e fiquei contente em ver a apreciação de duas inglesas sobre a nossa adorada "maionese" (a salada fria com batata cozida e outros legumes e, claro, maionese) e uma amiga filipina que se encantou com o creme de papaia com licor de cassis (aqui, só usei uma calda doce de cassis, um tipo de xarope, porque não encontrei o licor!). A farofa com farinha de rosca (também não achei farinha de milho em flocos, muito menos farinha de mandioca) foi pedido de um dos brasileiros presentes! Os gringos olharam com desconfiança praquele prato com uma grossa farinha tostada, mas acabaram cedendo ao sabor do bacon frito e do contraste da banana frita com cebola.

Tenho repetido essas três receitas com freqüência ultimamente. O que? Simples? Sim, concordo que são receitas simples, mas, quando se está num lugar muuuuuito longe do qual a receita se origina, fica mais difícil "acertar no ponto". Então, venho experimentando diferentes tipos de batata e marcas de sorvete de baunilha, assim como várias receitas de farofa (com ou sem azeitona, com bacon ou com lingüiça etc etc). Esse é um fator que dificulta e desafia o cozinheiro estrangeiro, mas ao mesmo tempo torna tudo mais divertido já que o sujeito é obrigado a usar a criatividade pra solucionar a falta desse ou daquele ingrediente! :-)

Uma brasileira falando de conhecer o mundo através do prato de comida brasileira?! Não faz sentido?! Ah, faz se o prato for dividido com gente de outras partes do mundo! ;-)

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